Neste exato momento, em relação ao seu trabalho, você está passando por mais momentos de dor ou de alegria? Frequentemente observo o relacionamento entre as pessoas nas organizações, em diversas posições. Isso é um desafio corportaivo. É fascinante perceber como as marcas pessoais se comunicam, interagem e colaboram entre si e com a marca corporativa.
Na minha opinião, as interações deveriam ser focadas em fortalecer a marca corporativa, alcançar resultados sustentáveis, promover a inovação, fortalecer os diferenciais competitivos e valorizar os colaboradores no mercado. Há momentos incríveis em que os colaboradores se sentem felizes e reconhecidos, percebendo-se como parte fundamental na conexão com a marca corporativa e no sucesso organizacional.
Mas o que realmente acontece? Atenção! As mudanças são necessárias, e para transformar o mundo corporativo, é preciso mudar a mentalidade das pessoas—um movimento que começa de forma individual.
Então, pergunto: por que existem tantas dores?
As dores surgem das disputas pelo chamado "pequeno poder", do tempo gasto em "derrotar o outro", da falta de colaboração, das comparações, dos comentários tóxicos, da desvalorização do trabalho, do excesso de tarefas e cobranças, e da exclusão de alguns colaboradores nos momentos de convivência, como no café ou no almoço.
Outras vezes, o trabalho realizado em conjunto acaba sendo creditado a um único indivíduo. Há também as inúmeras mensagens ignoradas ou enviadas com o intuito de demonstrar superioridade, entre outras situações.
Essas atitudes dificultam o trabalho em equipe e geram medo de perder ou compartilhar o que cada um faz.
Por outro lado, existem empresas sustentáveis tanto nos resultados quanto nas interações humanas, onde os colaboradores se sentem respeitados e reconhecidos. É o líder que, muitas vezes, faz toda a diferença, valorizando mais as pessoas e a marca corporativa. Eles praticam a comunicação não violenta, resolvem conflitos de maneira eficiente, oferecem feedback focado no desenvolvimento profissional, reconhecem os profissionais, celebram os resultados, compartilham dificuldades, lidam com os erros e buscam soluções em conjunto, dando ênfase à saúde física e mental.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta o Brasil como líder nas estatísticas globais de ansiedade e depressão, que atingem, respectivamente, 9,3% e 5,8% dos brasileiros. Ademais, é importante considerar o burnout. Esses números são um alerta para os danos causados pelas relações, sobretudo no ambiente de trabalho, resultando em absenteísmo, baixa produtividade e queda na qualidade.
Nesse contexto, a liderança é fundamental para desenvolver pessoas, acolher e fortalecer um ambiente saudável. Aprender a lidar com dores e alegrias nos leva ao crescimento profissional, pois desenvolve habilidades essenciais para lidar com o mercado de trabalho tanto na colbaoraçao quanto na inovação
Dulce Regina Migliorini
Mestra em Administração de Empresas e Neuromarketing
Especialista em Comunicação